Nas Coxias da Política Nordestina – por Marcelo Araújo

Bastidores, análises e opiniões sobre o universo político do Nordeste e do Brasil

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Grande nome – Um dos nomes mais preparados para ocupar um lugar no Senado Federal por Pernambuco é, sem dúvidas, o deputado federal André de Paula (PSD). Da escola macielista, André faz política com o mesmo “P” maiúsculo de seu mentor Marco Maciel. Em conversa com esse colunista, deixou claro que a sua indicação não depende dele ou do partido, mas se ocorrer “é decorrência natural de uma trajetória que já não é curta no legislativo”. “A inspiração permanente é essa. É a escola onde eu me perfilei. É a escola de honradez, de correção e de espírito público do senador Marco Maciel”, salientou.

Calote da maconha – O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) cobrou explicações sobre o escândalo dos 300 respiradores, adquiridos pelo Consórcio do Nordeste que nunca chegaram, mesmo tendo sido pagos de forma antecipada com R$ 48,7 milhões. Girão disse que o caso “é recheado de indícios de fraude” e envolve a empresa Hempcare, especializada na fabricação, distribuição e representação de medicamentos à base de cannabis. O senador está indignado com a rejeição da CPI a convocação do diretor executivo do Consórcio do Nordeste, Carlos Gabas.

Quem tem boca vai a Roma – Aliados do Ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), estão bastante animados com as adesões que ele tem recebido pelo interior da Bahia. Roma é hoje o ator político que mais tem se movimentado e, se depender da vontade do presidente Jair Bolsonaro, ele será o ungido na disputa pelo Governo da Estado. A única chance disso não acontecer é se ACM Neto (DEM) garantir um palanque a reeleição do presidente. Só o tempo dirá.

Mulheres no poder – Juntas, Josimara Cavalcanti (PSB) e Corrinha de Geomarco (PSB), prefeita e vice de Dormentes, estão fazendo uma gestão praticamente irretocável. O município é o que mais vacina contra a Covid-19, entre as cidades do Vale do São Francisco, segundo dados da VIII Gerência Regional de Saúde (GERES). A agilidade na imunização da população colocou Dormentes no top 10 de Pernambuco, sendo a única cidade do Sertão presente.

Destaque nacional – O deputado federal Fábio Abreu (PL-PI) comemorou a repercussão positiva do seu projeto de lei, que trata sobre a importação de medicamentos por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), desde que tenham liberação de uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Câmara Federal aprovou a urgência para a votação do texto.

Poço para quem precisa – O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) participou da entrega de alguns dos 2 mil poços construídos pela Codevasf em Pernambuco. O líder do governo fez questão de enaltecer a ação do presidente Jair Bolsonaro, que já instalou mais de 6 mil poços em todo Nordeste. Alguns deles, onde não há energia elétrica, são movidos a energia solar. “Mais do que oportunidade, esses poços são sinônimos do compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento do Nordeste”, destacou Coelho.

Mudança a vista I – Derrotado na última eleição, o ex-prefeito de Alagoinhas (BA), Paulo Cezar (DEM), segue caminhando para voltar a Assembleia Legislativa da Bahia, em 2022. A tendência é que ele troque o Democratas por uma legenda com maior viabilidade para se eleger. Um dos caminhos pode ser o PROS, comandado no estado pelo deputado federal Uldurico Junior.

Mudança a vista II – A convite de ACM Neto, o vice-prefeito de Itabuna (BA), Enderson Guinho, vai trocar o Cidadania pelo Democratas para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. O jovem fará uma dobradinha com Andrea Castro, esposa do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD). Guinho vem desempenhando um papel de destaque na recuperação do esporte na cidade.

Polarizar – O retrato da polarização política no Brasil não respeita as medidas restritivas. A atitude vem de ambos os lados que rivalizam por manter ou por retomar o Governo Federal. Enquanto isso, nenhum nome da chamada terceira via conseguiu se deslocar na direção de quebrar essa polarização. Restando pouco mais de um ano para eleição, a luta para isso precisará ser homérica.

Inquietude – Haverá um nome da terceira via para quebrar a polarização?

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