Estudo de Oxford identifica a primeira droga capaz de reduzir mortes por covid-19

O corticoide dexametasona se mostrou efetivo no tratamento de casos graves da doença.

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Este estudo é o mesmo que mostrou neste mês que a hidroxicloroquina e a cloroquina não mostravam eficácia contra o coronavírus. 11 mil pacientes da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte foram tratados com os protocolos comuns ou com um dos seguintes medicamentos: hidroxicloroquina, dexametasona, um combo anti-HIV, azitromicina, tocilizumabe, ou plasma de pessoas que se recuperaram da covid-19 e apresentavam anticorpos contra o coronavírus. Os pesquisadores estimam que o uso pode prevenir uma em cada oito mortes de pacientes que estão em respiradores e um em cada 25 pacientes recebendo auxílio com oxigênio.

Segundo eles, um estudo que será publicado nos próximos dias mostra os resultados para 2.104 pacientes selecionados aleatoriamente, que foram medicados com a dexametasona, por via oral ou intravenosa. Eles foram comparados a 4.321 pacientes tratados convencionalmente.

O Reino Unido começará a administrar imediatamente dexametasona aos pacientes com covid-19, conforme anunciou hoje o ministro da Saúde, Matt Hancock, depois que o estudo demonstrou que o corticoide salvou as vidas de um terço dos casos mais graves. “Estamos trabalhando com o Serviço Nacional de Saúde para que o tratamento padrão contra a COVID-19 inclua a dexametasona a partir desta tarde”, disse Hancock.

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