Brasil vai produzir gasolina com mesma qualidade da vendida em EUA e Europa

A partir de agosto, combustível seguirá novas especificações. Preço será mais caro, o que deve ser compensado por consumo menor, diz diretora da Petrobras

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A partir de agosto, o Brasil passará a produzir gasolina com a qualidade semelhante  à vendida nos Estados Unidos e  na Europa.

A  diretora de Refino e Gás da Petrobras, Anelise Lara, informou nesta terça-feira que já no segundo semestre a produção seguirá novas especificações  nas refinarias da companhia.

Entre outras vantagens, explicou Anelise, a nova gasolina vai garantir melhor desempenho dos motores dos automóveis e redução do consumo.

O preço do litro, contudo, será um pouco mais caro, de acordo com a executiva, o que será compensado pelo menor consumo.

Anelise explicou a mudança durante uma videoconferência  sobre Mobilidade Sustentável e o Futuro do Combustível, realizada pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Em janeiro deste ano, a  Agência Nacional do Petróleo (ANP)  aprovou  resolução que teve  por objetivo  melhorar a qualidade da gasolina produzida no Brasil.

Qualquer refinador que vier a produzir gasolina no país ou importador terá que adotar as novas especificações.

“Essa melhoria na qualidade da gasolina  foi uma vitória importante  e passa a valer agora em agosto.   A nova especificação, tanto para a gasolina  comum como para as gasolinas premium,  vai  ter como vantagem a redução do consumo. Ou  seja, uma maior eficiência  energética, rodando mais quilômetros  por litro e dando maior proteção nos motores. Essa mudança aproxima a qualidade da nossa gasolina a das  gasolinas vendidas no mercado americano e europeu”, destacou Anelise.

A diretora  da Petrobras explicou que o preço será um pouco superior devido à paridade de importação com as gasolinas de melhor  qualidade existentes no exterior, que são mais caras. Mas garantiu que a redução do consumo vai compensar esse custo  maior.

“Como a Petrobras pratica o preço de paridade de importação, a comparação será com gasolinas de melhor qualidade do exterior. Então, vai ser um pouco mais alto, mas vai compensar muito, porque  vai ser uma gasolina mais eficiente.  No final, para o consumidor, em termos de custo, a gente acredita que será positivo, pois será possível rodar mais quilômetros com menos litros”, destacou Anelise.

A diretora explicou que a gasolina que será produzida com as novas especificações vai manter o mesmo percentual de 27% de adição de etanol anidro: “A gasolina vai  aumentar sua qualidade  intrínseca,  em termos de octanagem e de massa específica, que são características muito positivas. Ou seja, vamos ter uma gasolina comum de melhor qualidade”. (O Globo)

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