Em novo habeas corpus, defesa pede que Justiça conceda liberdade a Queiroz

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Em um pedido de habeas corpus impetrado no último sábado junto ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), a defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, pede que ele seja colocado em liberdade e questiona os fundamentos de sua prisão preventiva. Queiroz está detido no Complexo de Gericinó (Bangu 8), na Zona Oeste do Rio, desde o dia 18 de junho, por decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, posteriormente afastado do caso.

No dia seguinte à prisão, o advogado Paulo Emílio Catta Preta já havia impetrado um habeas corpus em favor de Queiroz, com um pedido para que o regime da preventiva fosse alterado para a modalidade domiciliar, sob a argumentação de que ele correria risco de saúde permanecendo na penitenciária durante a pandemia da Covid-19, uma vez que sofre com um câncer no intestino. A demanda não foi atendida pela desembargadora Suimei Cavalieri, da 3ª Câmara Criminal do TJRJ. No novo documento apresentado por Catta Preta, ele requer a liberdade do investigado.

O pedido está aguardando uma decisão do presidente da 3ª Câmara sobre quem será o magistrado ou a magistrada responsável por sua relatoria. Como Suimei Cavalieri foi voto vencido no julgamento da semana passada que concedeu foro privilegiado a Flávio Bolsonaro no âmbito da investigação sobre a “rachadinha” no gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), não se sabe ainda se ela será a responsável por relatar o pedido feito por Queiroz. Caberá ao desembargador Antonio Carlos Nascimento Amado definir como o caso vai correr.

A tentativa de Catta Preta de conseguir uma liminar que suspenda o pedido de prisão de Márcia Oliveira de Aguiar foi negada. A mulher de Queiroz está foragida desde o dia da prisão do marido, mas pessoas próximas ao clã bolsonarista afirmaram ao GLOBO que ela estaria no Rio de Janeiro. Para tentar impedir a prisão dela, o advogado argumentou que o Ministério Público (MP) do Rio não intimou Queiroz durante o ano de 2019 e disse que os investigadores sabiam, ao menos desde o fim do ano passado, que ele “eventualmente se dirigia” ao endereço em Atibaia (SP) onde foi preso.

As informações são de O Globo.

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