Paciente dá sua versão e crítica hospital de campanha de Feira de Santana

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Em razão das notícias veiculadas sobre o paciente que deixou o hospital de campanha de Feira de Santana, exclusivo para o atendimento de pessoas com Covid-19, o paciente R. L. M. dos S enviou uma nota a redação do Gazzetta Bahia para contar a sua versão do episódio.

O paciente criticou o atendimento prestado. “Não existe nenhum tipo de assistência por parte da equipe médica e enfermeiros, solicitei, inclusive, lençol por conta do frio, não fui atendido, bem como de água para beber e não fui atendido também”, reclamou.

Confira a nota completa:

“Eu, R. L. M. dos S., comunico que as informações que vem sendo transmitidas acerca do fato do paciente que decidiu sair do hospital de campanha de Feira de Santana, não corresponde com a verdade. A situação verdadeira é que eu estava sendo bem atendido até quando estive internado na UPA do Clériston Andrade, a partir do momento que fui regulado para o Hospital de Campanha tudo mudou para pior, não existe nenhum tipo de assistência por parte da equipe médica e enfermeiros, solicitei, inclusive, lençol por conta do frio, não fui atendido, bem como de água para beber e não fui atendido também. Como pode um Hospital não dispor de água para consumo dos pacientes? Pedi então que me liberassem para me tratar em casa, a psicóloga a todo momento solicitava que eu tivesse calma que esperasse pela assistente social, porém, na mesma ocasião não existia assistente social no hospital. Diante de tudo isso me desesperei com a situação, vendo pessoas sofrendo, com falta de medicamento, morrendo aos poucos naquele lugar, procurei sair e me deslocar para minha casa, fui abordado por familiares que me tranquilizaram, retornei ao hospital assinei o termo e estou em minha casa me recuperando. O Diretor do Hospital de campanha cinicamente falta com a verdade e com respeito a mim e a minha familia quando diz que minha mãe entrou em contato com ele, pois isso nunca aconteceu, ate porque, eu não estou sentindo nada, porém tenho sobrepeso elevado. O fato de não deixarem nos comunicar através de celulares visa impedir o registro da real situação do hospital de campanha, é um local desumano. Informo que embora veiculem que estou sendo monitorado, não tenho nenhum apoio, além disso, não autorizei a veiculação de meu nome e imagem para nenhuma emissora de TV ou rádio, razão pela qual irei tomar as medidas cabíveis.”

2 Comentários
  1. Laryssa Diz

    Lamentável!

  2. Jose Alfredo Diz

    Vergonha!! Nem água pra beber tem, como pode? Fizeram o que com a verba?

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